Incontinência Urinária

Fisioterapeuta Ana Rita Domingos (919272449)

O que é a Incontinência Urinária?

É a incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga (por exemplo quando se espirra) ou de aguardar pelo momento e local adequados para o fazer (por exemplo quando a casa de banho está ocupada).

A incontinência Urinária trás consigo o estigma de uma condição socialmente não aceite quer devido à falta de conhecimento das pessoas quer devido a apreciações erradas, preconceitos e intolerância, o que por sua vez, leva ao isolamento pessoal, ao constrangimento social e ao adiamento em procurar ajuda profissional adequado.

Estima-se que apenas uma em cada quatro mulheres sintomáticas procura ajuda médica, já que é considerada de forma errónea uma consequência natural da idade, sem tratamento eficaz. É, por isso, considerado um importante problema de saúde pública, quer pela sua elevada prevalência, quer pelo impacte físico, psíquico e social na vida da mulher.
Estudos em diferentes países referem prevalências elevadas de incontinência urinária na população feminina, variando entre 34% e 58% quando considerada como “alguma vez perdeu urina” e entre 9,8%e 41% quando a prevalência foi medida a partir das mulheres que referiam “perda persistente”.

Quais as estruturas envolvidas?

Quando se fala em incontinência urinária pensa-se imediatamente na bexiga, contudo poucas são as pessoas que também a associam aos Músculos do Pavimento Pélvico (tão importantes).

Pois bem, a bexiga tem como função armazenar e esvaziar a urina que é produzida dia e noite nos rins e que chega até ela pelos ureteres. Sempre que a bexiga está cheia é enviada informação ao sistema nervoso e este dá ordem para esvaziar. Excepto no bebé e em algumas situações anómalas, conseguimos urinar quando queremos. No entanto, há pessoas para quem isso nem sempre é possível. 

Os Músculos do Pavimento Pélvico têm como função suportar todos os órgãos pélvicos e manter a uretra encerrada. E quando falamos em órgãos pélvicos estamos a referirmo-nos ao útero, bexiga e intestinos. Logo, percebemos porque são tão importantes estes músculos, pois são eles que “seguram” estas estruturas.

Tal como todos os outros músculos do nosso corpo os músculos do pavimento pélvico ficam mais fortes se os exercitarmos. Ao activar e fortalecer esta musculatura estamos a tratar ou a prevenir a incontinência urinária.

Quais os Factores de Risco da Incontinência Urinária?

São vários os factores que podem contribuir para a incontinência urinária:

:: Gravidez e o pós-parto;
:: Trauma obstétrico;
:: Multiparidade;
:: Histerectomias;
:: Obesidade;
:: Alterações hormonais da menopausa;
:: Infecções urinárias;
:: Fraqueza dos músculos do pavimento pélvico, etc.

Quais os tipos de Incontinência Urinária?

Podemos considerar três tipos de Incontinência Urinária:

:: Incontinência Urinária de Esforço (IUE) É definida como a perda involuntária de urina durante actividades físicas em que a pressão intra-abdominal é elevada, por exemplo quando se tosse, se espirra, se pega num peso ou se corre.

:: Incontinência Urinária de Urgência (IUU) Neste tipo de incontinência a perda de urina está associada a uma enorme necessidade de urinar. Se não conseguir chegar a tempo a uma casa de banho; se perder urina dentro do elevador do seu prédio mesmo antes de chegar a casa ou mesmo antes de abrir a porta quando mete a chave na porta, então poderá ter IUU.

:: Incontinência Urinária Mista (IUM) Trata-se de uma combinação de ambas as sintomatologias anteriores (IUE + IUU).

Qual a relação entre Incontinência Urinária, Gravidez, pós-parto e disfunção sexual?

A incontinência urinária durante a gravidez não é rara. Durante a gravidez as mudanças físicas e hormonais que as futuras mamãs experienciam são as grandes responsáveis pelos episódios de perda de urina. Contudo não se pode por de parte a possibilidade da gravidez apenas tornar sintomática uma fragilidade preexistente.

Esta incontinência normalmente surge nos dois últimos trimestres mas é no último que ganha especial importância, pois o útero empurra a bexiga causando deste modo vontade e urgência em urinar.

Normalmente a incontinência observada durante a gravidez tende a evoluir para a regressão espontânea nas 6 semanas pós-parto. No entanto sempre que esta situação não acontecer é fundamental que a mulher procure ajuda especializada quer junto do seu médico quer junto do seu fisioterapeuta.

A persistência desta sintomatologia não é normal.

É importante relembrar que durante a gravidez o treino dos músculos do pavimento pélvico é muito importante pois ajuda a lidar com o aumento do peso da mãe e do bebé em crescimento no útero. Conseguir ter uns músculos do pavimento pélvico em forma antes do bebé nascer irá facilitar a sua recuperação após o parto.

Também é importante no pós-parto iniciar precocemente o treino destes músculos, mesmo no caso de cesariana, pois os músculos perdem força e ficam rebaixados devido à pressão exercida pelo bebé no útero e por isso é comum a mulher ter perdas de urina e disfunção sexual.

Estou na menopausa, vou ter incontinência urinária?

As alterações hormonais presentes na menopausa, estão fortemente relacionadas com a falta de controlo da bexiga e dos próprios músculos do pavimento pélvico. E ao contrário do que se pensa a incontinência urinária não é normal nesta fase da vida de uma mulher. É sim mais frequente, no entanto não deve nunca ser aceite como uma condição de vida normal.

A procura de ajuda médica e da fisioterapia é fundamental. O treino regular dos músculos do pavimento pélvico ajuda a minimizar as consequências do enfraquecimento muscular.

Tenho Incontinência Urinária, qual o melhor tratamento?
O tratamento depende do tipo de incontinência urinária e da sua gravidade.

Na incontinência urinária a história clínica da paciente deve ser pesquisada em detalhe, bem como o impacto que esta disfunção tem sobre a qualidade de vida da paciente.
Para estabelecer um diagnóstico deverá ser feito um exame ginecológico e outros exames complementares (estudos urodinâmicos, exame de urina, ultrasonografia, etc).

Alguns instrumentos de avaliação e quantificação também poderão ser utilizados para melhor auxiliar a paciente, como por exemplo o Diário Miccional, o Pad Test e uma escala de qualidade de vida.

Só através de uma boa interacção entre a paciente e os diferentes profissionais envolvidos (médico, fisioterapeuta, etc.) será prescrito o tratamento mais adequado a cada paciente.

Se nalgumas situações a cirurgia é a melhor opção noutras poderá ser através da fisioterapia e das suas técnicas não invasivas que a paciente reencontra o seu bem-estar. Sendo que a fisioterapia também tem importante função no pré e pós-operatório intensificando os resultados cirúrgicos obtidos.

Na Gimnográvida posso fazer prevenção ou tratamento da Incontinência Urinária?

Claro que sim! A pensar em si, que é mulher, a Gimnográvida tem, ao seu dispor, uma fisioterapeuta especializada em Incontinência Urinária Feminina.

Após uma avaliação detalhada do seu quadro clínico, a fisioterapeuta irá definir os objectivos de tratamento, explicar-lhe os vários métodos ao seu dispor e ajudá-la a conhecer o seu corpo.

Dentro dos métodos utilizados pela fisioterapia encontram-se:

:: Exercícios para os músculos do pavimento pélvico

:: Biofeedback

:: Electro-estimulação

:: Treino vesical

:: Orientações no estilo de vida;

:: Correcção de algumas situações desencadeantes de perda de urina (espirrar, rir, tossir, obstipação).

Não viva com incontinência urinária, procure a ajuda de um profissional de saúde, pois só expondo o seu problema poderá encontrar uma solução.

Para marcação de consultas contactar:

Fisioterapeuta Ana Rita Domingos (919272449)

 








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